Futuro promissor em relação à pandemia é uma oportunidade para descendentes que desejam morar em Portugal 

Longas filas em bares e restaurantes na capital de Portugal, Lisboa. Pessoas de pé tomando cerveja e batendo papo nas calçadas. Esse cenário em muito se parece com 2019, ano que antecedeu a pandemia, mas o ano é 2021. Quando se fala em saúde pública, para quem deseja morar em Portugal, o país é uma das opções mais seguras do mundo.  

Em 2021, Portugal atingiu um alto índice de vacinação. Pessoas já podem circular nas ruas sem a obrigatoriedade do uso de máscaras. Isso se deve aos altos índices de vacinação, que chegam perto de atingir 75% da população portuguesa.

Os esforços do governo português foram fundamentais para a constituição do cenário atual. Com isso, os postos de vacinação estão sendo desmobilizados devido à baixa demanda. Esse é o tipo de segurança que pessoas que desejam morar em Portugal buscam nesse momento. 

As máscaras já deixaram de ser obrigatórias até mesmo dentro dos comércios e os números da pandemia estão assim: a média móvel das mortes é de 6 por dia e 572 casos de infecção.

É bom viver em Portugal?

morara em Portugal

Devido às medidas, pautadas no conhecimento científico, Portugal figura como um dos países mais seguros do mundo em relação à pandemia. A sensação de alívio ao saber que a crise de saúde está sendo superada, certamente torna o país um excelente lugar para viver.

Nesse sentido, o momento atual figura ainda como uma oportunidade para descendentes de portugueses com direito à dupla cidadania. Como cidadão, é possível aproveitar os benefícios de um país que apresenta números tão importantes em relação à saúde pública.  

Mas chegar a esse momento não foi simples, em janeiro houve uma tentativa de reabertura precoce. No período anterior às festas de fim de ano, houve uma flexibilização e os hospitais portugueses ficaram sobrecarregados.

Naquele momento o país adotou regras rígidas de isolamento social. Além disso, implementou um esquema de vacinação rigoroso que durou três meses. Com a adoção dessas medidas, Portugal acabou se tornando o líder europeu na vacinação contra a COVID-19. 

O exemplo português de combate a pandemia

Vacinação em Portugal

Os especialistas atribuem o sucesso atual à uma combinação de fatores variados. Todavia, é inegável o fato de que a população portuguesa se responsabilizou em grande medida para o sucesso da luta contra o vírus. 

O discurso antivacina foi algo muito raro no país e as pessoas cumpriram com as condições de distanciamento e uso sistemático de máscaras. 

A maior protagonista desse sucesso é sem dúvida a vacina, que teve um papel importantíssimo. A taxa de recusa vacinal em Portugal ficou em torno dos 3%, o que é considerado muito baixo em comparação com outros países da Europa e com os Estados Unidos. 

Em Portugal, a Ordem dos Médicos – que equivale ao Conselho Federal de Medicina no Brasil – dificultou a propagação de informações anticientíficas. Os médicos, mesmo tendo autonomia para receitar medicações comprovadamente ineficazes, o fizeram em uma escala bem menor do que no Brasil e nos Estados Unidos. 

Além disso, houve campanhas informativas sistemáticas e até processos disciplinares contra médicos acusados de disseminar desinformação. 

Estratégia de vacinação

Portugal começou a vacinar em 27 de dezembro do ano passado, assim como nos outros países da União Europeia. A estratégia de imunização foi dividida em grupos com diferentes níveis de prioridade.

Os primeiros foram os idosos que moram em asilos e profissionais de saúde. Em janeiro, o ritmo da vacinação ainda estava baixo em relação a outros países da União Europeia. 

Nesse momento inicial, houve ainda uma série de denúncias de tentativas de acesso às doses de maneira ilícita. Como foi o caso de alguns políticos, por exemplo.

vacinação em Portugal
O vice-almirante Henrique Gouveia Melo, responsável pela estratégia que deu certo em Portugal

Este cenário começou a mudar quando, em fevereiro, a coordenação da força-tarefa de vacinação foi entregue a um militar especialista em logística. Em Portugal essa estratégia deu certo. O vice-almirante Henrique Gouveia Melo é considerado agora um um herói nacional em um raro consenso entre esquerda e direita. 

Gouveia Melo criou uma estratégia de vacinação muito clara e apostou em pontos de vacinação em centros de saúde com agendamento prévio. Com isso, o ritmo da campanha de vacinação deslanchou. 

Durante a execução do plano de Gouveia Melo, houve atraso na entrega de algumas  doses, mas devido à organização do esquema vacinal, isso teve um impacto pequeno em todo processo. O planejamento logístico, de modo geral, conseguiu avançar muito bem. Por vezes, o país conseguiu até antecipar várias etapas do cronograma. 

Como está a saúde em Portugal?

Atualmente, Portugal recebe e aplica todas as vacinas contra a COVID-19 que são aprovadas pela agência europeia de medicamentos. Com o avanço da investigação científica, foi possível identificar maior eficácia de determinadas vacinas para grupos específicos de pessoas, considerando o sexo da pessoa, por exemplo.  

Conforme os estudos iam avançando, as regras também iam se adaptando e assim o governo resolveu aplicar algumas vacinas somente para um público específico. Essa foi uma maneira de evitar  que as pessoas escolhessem qual vacina tomariam, o  famoso “sommelier de vacina”. 

Nestes casos, quem se recusava a tomar determinada vacina na primeira oportunidade, teria de esperar todos os grupos se vacinarem. Dessa forma, seriam os últimos a receber o imunizante. Mesmo assim, estes seriam vacinados somente com doses restantes. 

A estratégia adotada deu tão certo que praticamente quase não sobrou ninguém para vacinar e os postos de grandes vacinações já estão sendo fechados.