A Itália, com seu chocante número de contaminados no começo desse ano, gerou grande comoção em todo o mundo. Tendo passado por uma quarentena rigorosa e enfrentando uma dívida interna que crescia mais do que o próprio PIB do país, a Itália passou e ainda passa por alguns maus bocados financeiros. Talvez, por pouco tempo.

Em data recente, o Ministro da Saúde comentou que, se houver a necessidade de intervenções mais duras, essas serão tomadas sem hesitação. É sabido que houve um aumento nos casos entre 4 a 11 de agosto, e que esses números não necessariamente estão baixando desde então.

Mesmo diante do aumento no número de pacientes hospitalizados com sintomas graves, o governo já está demonstrando seus próximos passos, que deverão tomar lugar na recuperação pós pandemia.

UM FUTURO PRÓXIMO DEPOIS DA PANDEMIA

mapa com indicador do número de infectados pelo covid-19

Foto por Martin Sanchez on Unsplash

Muitos dos negócios que fecharam suas portas no começo da pandemia, não as abriram depois. Isso certamente não é um sinal bom para a economia italiana, esta que já estava bem balançada antes do aparecimento do novo Coronavírus.

O anúncio desse plano de recuperação italiana traz diversos pontos que animam empresários e italianos como um todo, que estejam lá ou aqui no Brasil. Dentre as miudezas do plano, existem algumas metas gerais e setores que serão foco dos investimentos de recuperação:

  • Negócios e Trabalho;
  • Infraestrutura e Meio Ambiente;
  • Turismo;
  • Arte e Cultura;
  • Administração Pública e Função Pública;
  • Educação;
  • Pesquisa e Competências;
  • Indivíduos e Pessoas.

Abaixo vamos comentar um pouco mais acerca de cada um dos investimentos que serão feitos nesse programa de recuperação pós pandemia. Ainda que num clima de incerteza na economia, os especialistas financeiros italianos se mostram esperançosos e esperam fazer o país se tornar ainda mais brilhante depois desse momento de crise:

“O país conseguiu lidar decisivamente com a crise do Covid-19. O governo interveio com apoio financeiro sem precedentes para cidadãos e empresas afetados, mesmo que alguma lentidão no desembolso de fundos não tenha permitido chegar a todas as pessoas e empresas em dificuldade em tempo hábil”

Essa lentidão não será vista nesse atual plano de recuperação, principalmente no que diz respeito no lidar com os trabalhadores e desempregados.

NOVAS POLÍTICAS QUE SERÃO IMPLEMENTADAS PARA A RECICLAGEM DE TRABALHADORES ITALIANOS

Vittorio Colao, Diretor Executivo da Vodafone, que tem conseguido grande visibilidade nesse atual momento, principalmente no que concerne à forma que a Itália pretende lidar com sua massa proletária, incentiva principalmente a reciclagem de trabalhadores e desempregados para melhor lidar com a crise.

No que diz respeito ao setor de turismo, que fora impactado pela pandemia de maneira muito séria, a proposta é fornecer algumas concessões e isenções fiscais para as atividades em todo o ano de 2020, até o ano de 2021.

Mesmo que tenha apenas começado a engatinhar, o plano pós-pandemia frustra italianos, uma vez que muitos dos empresários se portam com certo ceticismo diante das políticas declaradas.

UMA BÍBLIA DO PÓS PANDEMIA

Cheia de minúcias, a papelada que contém mais de 259 artigos e soma 444 páginas é vista pelos italianos como algo redundante. A frustração generalizada vem principalmente pelo atraso das políticas, pela burocracia aplicada, assim como pela tentativa de conciliar o retorno da economia e dos cuidados com a saúde.

Por exemplo, o governo aplicou a regra de “afastamento de ao menos 4 metros entre os clientes na mesma mesa” como indispensável para a solicitação de auxílio. Para alguns representantes dos empresários donos de restaurantes, isso é impraticável, uma vez que isso significa restaurantes com apenas uma mesa.

Esse ceticismo também está presente diante da melhoria do status do país diante da pandemia. Muitos já afirmam abertamente “Não tenho ilusões de que o vírus não voltará a aparecer. A única questão é a velocidade que ele voltará”.

A própria OMS, que é um dos órgãos centrais nas pesquisas a respeito da infecção global, afirma que há um longo caminho até o fim da pandemia. E isso nos traz uma pergunta no topo da mente: estaríamos nós em um modelo econômico e governamental que nos permite priorizar as vidas?

Devemos agora focar em recuperar e garantir a saúde das pessoas, ou da economia?

PENSANDO NISSO, LÍDERES DA UE CHEGAM A ACORDO

Ainda em julho, os 27 chefes de Estado da União Europeia chegaram a um acordo, depois de 90 horas tensas de negociação, fora criado um fundo de ajuda histórico, dotado de 750 bilhões de euros, que serão divididos em subsídios, empréstimos e outras modalidades de distribuição de renda para minimizar os impactos da covid-19 no bloco econômico.

Esse pacote será dividido entre os receptores em situação de emergência, começando pela Itália, seguido pela Espanha, Grécia e Hungria. Ainda não podemos prever exatamente quais serão os próximos passos ou quais serão os próximos impactos sentidos pela Itália nesse cenário pandêmico e pós pandêmico.

O QUE VOCÊ ACHA QUE VAI ACONTECER NOS PRÓXIMOS MESES?

Certamente, os meses pós pandemia e de reabertura do país serão mais que decisivos para os passos que serão dados depois disso. O que você acha que espera à espreita pela Itália? Uma crise financeira, ou um momento mais brilhante e de maior liberdade financeira?

Aqui no blog já escrevemos diversos textos que debatem um pouco acerca da temática, e se você tiver interesse, pode conferir como a situação da crise financeira veio andando nos últimos meses.

No mais, esperamos te ver aqui no blog brevemente, para mais um texto como este! Um grandíssimo abraço e até mais.

 

Imagem em destaque de Andrea Toxiri por Pixabay