A Itália e Alemanha se atritam recentemente frente algumas decisões do vice primeiro ministro Matteo Salvini.

Em data recente, comentamos sobre como a Itália estava se posicionando de uma forma bem irredutível diante da questão imigratória. Ocorre que, com a recente prisão da capitã do navio Sea Watch 3, uma cidadã Alemã, o governo da Alemanha teve de se manifestar.

Exigindo que a Itália liberte a cidadã, a Alemanha entra em contato com a Itália de uma forma bem direta. A capitã, que foi presa ao atracar seu navio em Lampedusa, estava resgatando pouco mais de 40 migrantes que tinham acabado de sair da costa da Líbia.

De acordo com o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heijo Maas, o ato de “salvar vidas é uma obrigação humanitária”, e portanto, não caberia prisão por parte das autoridades italianas, tampouco audiências, como estão sendo feitas na Sicília.

ITALIA E ALEMANHA SE ATRITAM: UMA EXIGÊNCIA OFICIAL QUE BALANÇA AS RELAÇÕES

Carola Rackete é a capitã do navio Sea Watch, e está presa a alguns dias em solo italiano. Heiko Maas, autor do pedido de liberdade da capitã, acentua também a tensão entre os dois países, que já vinha se manifestando por conta das políticas imigratórias da Europa e do bloco da União Europeia:

“Do nosso ponto de vista, o processo judicial só pode concluir com a libertação de Carola Rackete”, diz o ministro, depois de pedir uma “solução europeia urgente”.

O ponto é que, na madrugada do último sábado de junho, a citada capitã alemã, desafiou as disposições claras do vice-premier italiano, Matteo Salvini, que proibira a entrada e atraque de navios de imigrantes nos portos da Itália. Ao longo de 17 dias, Carola esteve parada nos limites de águas territoriais italianas, até que furou o bloqueio e atracou-se forçosamente em Lampedusa.

A questão aqui, não parece ser meramente do crime que Carola praticou, mas sim da aceitação dos decretos “anti-migrantes” que hoje têm vigência na Itália. Estes, que foram fortemente criticados pelo chefe da diplomacia alemã, que reforçara a necessidade de parar com a criminalização do resgate de imigrantes no Mediterrâneo, e que “negociar a distribuição de refugiados é indigno e deve parar”.

UMA QUESTÃO DE VÁRIOS MOCINHOS E VILÕES

É fácil, de certo, colocar a Itália como malfeitora no caso. Mas ainda que a decisão de Matteo Salvini não seja das mais populares, é inegável que a Itália ainda possui uma taxa de desemprego que merece atenção, assim como, que em permitindo a entrada dos migrantes, será responsável por todo o processo e por dar alento aos indivíduos.

Além dessa necessidade, a Itália vem recebendo diversas investiduras da União Europeia, para diminuir sua dívida externa e aumentar seu PIB. Todos esses pontos parecem direcionar para um mau momento de aceitação de migrantes, certo?

Bem, há quem concorde e quem discorde: queremos ouvir o que você acha desse assunto! Imagina que a Itália está fazendo o correto? Priorizando seu povo? O que você faria no lugar de Matteo Salvini?

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Um grande abraço e até mais 😀