A tragédia inesquecível do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro não chocou apenas os brasileiros, mas todo o mundo. Criado em 1812, era o maior museu de história natural e antropológica da América Latina, mas praticamente todo o seu acervo se perdeu nas chamas em 2018. Como resposta caridosa desse fato, o governo italiano se manifestou.

Mais especificamente, o Ministério dos Bens Culturais da Itália, que em anúncio recente, prometeu enviar uma exposição ao Brasil, com uma vasta diversidade de itens arqueológicos de Pompeia e de Ercolano. A iniciativa que foi fruto da relação de Alberto Bonisoli (Ministro dos Bens Culturais da Itália), e Antonio Patriota (embaixador do Brasil em Roma) é mais um lembrete da relação ítalo-brasileira.

“O ministro ficou feliz em comunicar ao embaixador que, enquanto aguarda a reconstrução do Museu, o Ministério dos Bens Culturais, com colaboração do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles e dos Parques Arqueológicos de Pompeia e Ercolano, enviará, por um período prolongado, uma seleção de achados prestigiosos que serão expostos no Consulado-Geral Italiano no Rio”, diz nota oficial.

De acordo com Bonisoli, o objetivo tido nesse projeto é que o povo brasileiro possa continuar a usufruir do patrimônio cultural de proveniência italiana que se perdeu no triste incêndio. O envio das peças deve ocorrer até o final do corrente ano de 2019, e até que o Museu Nacional seja reerguido, ficarão em exposição no Consulado Geral da Itália do Rio de Janeiro.

BRASIL E ITÁLIA JUNTOS NA RESTAURAÇÃO DA HISTÓRIA E O MUSEU NACIONAL

Além desse incalculável presente que o ministro nos deu, o mesmo também oferecera colaboração na restauração da estatueta trazida por Teresa Cristina (a estatua koré, uma obra feminina grega em pé, dotada de postura rígida). Bonisoli deseja fazer com que a obra esteja em sua maestria máxima no momento de exposição aos brasileiros interessados em arte e história.

Essa estátua, fazia parte de uma coleção arqueológica trazida ao Brasil por Teresa Cristina, como citado. A mesma nasceu em Nápoles e casou-se com o imperador Dom Pedro II.

A reconstrução do Museu Nacional já está em andamento, mas o trabalho pode precisar de até 5 anos para ser plenamente concluído. Ainda que muitas peças tenham sido resgatadas entre os escombros, muitas delas se perderam, e esse é um prejuízo incalculável.

POUCO A POUCO, NOSSA HISTÓRIA SE REERGUERÁ DAS CINZAS

A Itália pode ter sido o primeiro país a prometer enviar peças ao nosso solo em sinal de solidarização pelo Museu Nacional, mas muitos outros já demonstraram interesse em ajudar o nosso acervo histórico a se reerguer das cinzas.

Agora, resta a todos nós aguardarmos enquanto nossa história como uma espécie, volta a ter uma pérola tão bela quanto o Museu Nacional um dia já foi. Graças à Itália, estamos ainda mais perto desse momento!

Essa que é uma nação que caminha lado a lado com a nossa desde os primórdios. Presente tanto em nossa história quanto em nosso sangue! Se você é cidadão italiano, ou se vem de uma família de ascendência italiana, converse com nossos especialistas e reconheça a história que percorreram os seus ancestrais.

Fale conosco no contato@cidadania4u.com.br e saiba mais como a Cidadania4u pode te ajudar!