O Acordo de Schengen é uma convenção entre os países europeus, onde eles aderem a uma política de abertura de fronteiras, fornecendo a livre circulação de pessoas entre os países signatários. Participando de tal acordo temos 30 países, mas em decorrência de um fato ocorrido recentemente, 46 mil migrantes podem ser devolvidas à Itália. Veja mais a respeito disso.

Bem, a história em si é: alguns países da União Europeia desejam devolver à Itália os 46 migrantes que apresentaram pedidos de refúgio no país da bota, mas que acabaram escapando para outros Estados Membros do bloco. Esses indivíduos estão agora em situação irregular.

De acordo com outro acordo entre os países da União Europeia, o Regulamento de Dublin, a responsabilidade sobre os solicitantes de refúgio é tão somente do Estado Membro por meio do qual o migrante ingressou na União Europeia. Nesse caso, a Itália.

O IMPASSE DOS IMIGRANTES QUE ASSOLA A ITÁLIA

Os migrantes em questão, chegaram à Itália por meio da rota do Mediterrâneo central, que corta a Líbia e a Itália. Lá, protocolaram pedidos de refúgio, e logo depois se deslocaram para nações do norte europeu, onde existem mais oportunidades de trabalho.

O balanço a respeito desses migrantes foi comunicado pelo Departamento de Imigração do Ministério do Interior, pasta esta que é chefiada por Matteo Salvini, ultranacionalista conhecido do cenário político italiano.

Os pedidos de devolução foram protocolados principalmente por dois países: Alemanha e França. Logo depois vem a Bélgica, Suécia, Reino Unido e, por fim, Luxemburgo.

Das 46 mil “devoluções” pedidas, mais de 6.5 mil já foram realizadas até o dia 29/05.

O ULTRANACIONALISMO EUROPEU E A QUESTÃO DOS MIGRANTES

Depois da crise de 2008 que assolou a Europa, a participação de governos ultranacionalistas cresceu fortemente, e é a participação desses políticos, dotados dos ideais de proteção das fronteiras, que causa questões como a apontada acima ocorrerem com mais frequência.

Oito anos depois da crise econômica, veio mais uma crise, a dos imigrantes. Estes, que chegavam à Europa por países como a Grécia ou Itália. A maior parte desses imigrantes vindos de países islâmicos como a Síria e Líbia, em busca de asilo político.

O cenário que havia sido feito desde 2008 não condizia com a aceitação desses imigrantes em 2016, e esse embate segue até os dias de hoje, com processos de asilo que perduram por anos, e fazem com que migrantes se encontrem num limbo burocrático.

O medo que assola a Europa é que esses indivíduos, por não gozarem dos direitos e deveres de um cidadão comum, passem a se tornar periféricos, aumentando a criminalidade ou outras questões sociais.

De um lado da discussão, ficam os nacionalistas que defendem a extradição desses indivíduos, devolvendo-os aos seus países de origem. De outro, políticos que desejam aceitar esses indivíduos como cidadãos, com algumas ressalvas específicas.

OS DESDOBRARES POLÍTICOS E SOCIAIS QUE SE ALASTRAM DIA APÓS DIA

Questões como essas não costumam ser resolvidas de forma célere, realmente. Ainda mais quando falamos num bloco econômico conectado como o da União Europeia. Resta a nós, cidadãos italianos, assistirmos as decisões dos políticos e participarmos ativamente das decisões que nos forem cabíveis.

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