Vemos pequenas, porém quase coordenadas, explosões da extrema direita e do fascismo em todos os cantos do mundo. Agora na Itália, percebeu-se que grupos de extrema direita passaram a jurar morte a repórteres que os investigam, obrigando estes a viverem com escolta pelo país.

Em uma postagem recente, havíamos falado sobre algumas armas que foram encontradas nas mãos de grupos neofascistas e de cunho neonazista na Itália. Dando um passo a frente nessa situação, vimos que estes grupos passaram a se tornar mais agressivos.

Tornaram-se alvo desses extremistas os repórteres que começaram a investigar a atuação e os impactos da presença desses grupos na sociedade, como é o caso de Paolo Berizzi. O mesmo conta com o serviço de proteção governamental, mas existem vários outros que também estão ameaçados pelos mafiosos e não contam com essa escolta armada.

OS PERIGOS DE UMA MÁFIA E GRUPOS NEOFASCISTAS NA ITALIA

A Itália convive há décadas com os perigos da máfia, isso é conhecido por todo o mundo. O problema é que agora, as autoridades passaram a ter de lidar com a preocupação da violência de grupos neofascistas e neonazistas que afloraram no território italiano principalmente nesse ano.

Os integrantes desses grupos são conhecidos pelos seus ataques contra imigrantes, minorias étnicas como ciganos e afins. O preconceito disseminado por Salvini, de certa forma legitima essas atitudes extremistas, o que acaba piorando a situação.

Berizzi afirma que os ataques contra sua pessoa foram em escalada. Primeiro surgiram recados em seu carro, pichações de suásticas no portão de sua casa, e até mesmo a invasão de uma livraria onde ele apresentava seu livro.

O histórico de ameaças aos repórteres não começa de hoje, já que a Itália é o país da Europa ocidental com maior número de jornalistas ameaçados, e onde desde os anos 60, teve 28 repórteres assassinados pelo crime organizado.

UM MAL QUE PARECE INVENCÍVEL

A Máfia italiana existe há mais de dois séculos, e está presente no país antes mesmo da unificação da Itália. Desde então, ela tem se infiltrado no Estado e na economia, parecendo ser invencível perante qualquer investida social.

O ponto é que essa organização atua de forma silenciosa e às escuras, enquanto os grupos neonazistas e neofascistas na Itália atuam abertamente e disputam eleições sem nenhum constrangimento. “Porque o Estado não acaba com eles?” questiona Berizzi.

Um dos grupos (Fuorza Nuova), que ameaçara o repórter, possui inclusive representação política, a partir indivíduos participando de partidos de extrema-direita que estão presentes na estrutura estatal.

A NECESSIDADE DE CORREÇÃO URGE

A situação italiana está, em fato, preocupante. Vemos casos de corrupção ativa e passiva por parte de governantes, uma crise econômica vinculada à grande massa de capitais que o país deve ao exterior, um PIB que não cresce o suficiente, assim como as questões sociais acima passadas.

É em momentos assim que todos nós, descendentes de italianos, precisamos notar o que acontece na terra natal de nossas famílias, para que exerçamos nosso direito enquanto cidadãos de votar por melhores representantes.

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