2019 tem sido um ano bem intenso para a política italiana. O verão do país trouxe consigo muito mais que as temperaturas mais quentes da década, mas também a saída de Matteo Salvini, o nacionalista amado pela parcela tradicional da Itália. Seus leais apoiadores agora torcem e se manifestam pela volta de seu primeiro ministro.

Salvini é uma personalidade política polarizada. Para alguns, é um indivíduo inteligente e que toma partido do que apoia, sem medo de falar o que pensa. Para outros, um extremista que tem ações desumanas e age como um governante abusivo.

De uma forma ou de outra, a queda de Matteo Salvini foi originada por uma ação dele mesmo, ao quebrar com a coalizão que o tinha colocado no poder e pedir ao presidente por novas eleições. Com uma manobra política, Giuseppe Conte, o antigo Vice de Matteo Salvini se tornou primeiro ministro, e hoje, comanda as medidas públicas italianas.

AS REFORMAS QUE DESAGRADAM OS CONSERVADORES

Ainda que não seja necessariamente bem visto internacionalmente falando, Salvini foi eleito de forma democrática, e portanto, é o primeiro ministro que o povo desejava no poder. Com Giuseppe Conte comandando a Itália agora, grande parte dos italianos está desconfortável, principalmente por conta das medidas do político terem uma guinada à esquerda.

De acordo com os jornais locais, ainda que hoje, grande parte da população não votasse em Matteo Salvini, os mesmos não reconhecem Conte como o governante do povo. Afinal de contas, ele não chegou ao poder por meio do povo.

Grande parte da população que se opõe ao novo governo, acredita que essa manobra foi planejada pelo governo de Roma, em união ao de Bruxelas, Paris e Berlim. Para muitos dos locais, os que votariam em Matteo Salvini para que o mesmo retornasse ao poder, o político não é de extrema direita, tampouco fascista. Apenas sabe o que é melhor para a Itália.

UMA DISCUSSÃO QUE CAIRÁ NAS MÃOS DOS GOVERNANTES

De uma forma ou de outra, ainda que os cidadãos estejam se organizando para ocupar as ruas e pedir novas eleições, caberá ao parlamento e ao presidente o reconhecimento dessa necessidade ou não. Acontece que, com o governo de Conte caminhando, solicitar eleições seria abrir precedentes para uma maior instabilidade política.

Com a recente queda de um primeiro ministro, ter outro ceifado de seu cargo em tão pouco tempo seria mais um golpe ao estado democrático de direito italiano. Isso consequentemente resultaria em uma possível crise econômica, instabilidade de investimentos na região e outros pormenores que não são desejáveis.

Agora, na iminência de uma possível estabilidade, tudo o que a Itália precisa é se recuperar do último baque político e investir em seu desenvolvimento, a fim de pagar sua gigante dívida externa. Entretanto, aparentemente não é isso que seu povo deseja. E tal qual as bases da democracia pregam, “o poder emana do povo”.

ESTARÍAMOS NÓS DIANTE DE OUTRA REFORMA POLÍTICA?

A Itália é conhecida por sua instabilidade democrática, e inclusive costuma ser comparada à nossa vizinha aqui na América do Sul: a Argentina. Por ser um político controverso, Salvini não conquistou muito terreno. Sendo conhecido por suas técnicas populistas de lançar ideias extremistas e abandonar as mesmas assim que elas passam a ferir sua imagem, o político não conseguiu conquistar nenhum espaço internacional.

Mesmo assim, Conte parece ser incapaz de ter uma forte presença, já que as bases que fundamentam seu cargo estão enraizadas em uma mera manobra política, não pelo desejo do povo. Ele ganhou uma eleição que não tinha concorrência, e não governa um país que o deseja no cargo.

Nesse paradoxo político, nos perguntamos: existe forma para a Itália continuar com o governo que está hoje? Seria isso frutífero para seu povo e sua economia? Apenas o tempo poderá responder essas perguntas. Mas, o que você pensa a respeito disso?

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