Entender o que é o Conselho Geral dos Italianos no Exterior (CGIE) é essencial para quem acompanha os debates sobre cidadania italiana e o futuro dos direitos dos descendentes.
O órgão atua como a principal instância de representação institucional da diáspora italiana junto ao governo da Itália.
Com milhões de italianos e descendentes vivendo fora do país — especialmente no Brasil — o CGIE ganhou protagonismo nos últimos anos.
Isso ocorre, sobretudo, diante das discussões sobre ajustes na legislação e nos procedimentos de reconhecimento da cidadania italiana.
Neste conteúdo, você vai compreender como o CGIE funciona, qual é seu papel prático e por que é tão relevante no debate sobre ius sanguinis, cidadania italiana em 2026 e os direitos dos italianos no exterior.

O que é o Conselho Geral dos Italianos no Exterior (CGIE)?
O Conselho Geral dos Italianos no Exterior é um órgão oficial do Estado italiano criado para representar as comunidades italianas que vivem fora da Itália.
Funciona como um canal institucional permanente entre a diáspora e o governo italiano. O CGIE não executa políticas públicas nem analisa processos individuais de cidadania.
Sua atuação está concentrada na formulação de propostas, pareceres e recomendações sobre temas estratégicos.
Definição oficial do CGIE
De forma objetiva, o CGIE é o órgão máximo de representação dos italianos no exterior, com função consultiva junto ao Parlamento e ao governo italiano.
É composto por conselheiros eleitos pelas comunidades italianas em diferentes países, além de representantes indicados pelo próprio governo da Itália.
Quando e por que o CGIE foi criado
O CGIE foi criado em 1989, em um momento em que a Itália reconheceu a importância política, social e econômica de sua diáspora.
A criação do conselho respondeu à necessidade de estruturar a participação dos italianos no exterior nas decisões que impactam diretamente seus direitos e vínculos com o país de origem.
Qual é a função do CGIE na prática
Na prática, o CGIE atua como um espaço de diálogo institucional. Desta forma, reúne demandas das comunidades italianas espalhadas pelo mundo e as apresenta ao Estado italiano de forma organizada.
Suas atividades incluem reuniões plenárias, comissões temáticas e produção de pareceres técnicos sobre assuntos sensíveis.
Função consultiva
A função central do CGIE é consultiva. Isso significa que o órgão não cria leis nem altera normas jurídicas.
Seu papel é analisar propostas, apontar impactos práticos e sugerir caminhos que preservem direitos dos italianos no exterior.
Relação com o governo italiano
O CGIE mantém contato direto com o Ministério das Relações Exteriores da Itália, além de diálogo frequente com o Parlamento.
Essa interlocução permite que a diáspora participe do debate público de forma estruturada e legítima.
Defesa dos direitos dos italianos no exterior
A defesa dos direitos dos italianos no exterior é um dos pilares do CGIE.
Isso inclui temas como cidadania, participação política, acesso a serviços consulares, educação e preservação da identidade cultural.
Onde o CGIE atua e quem ele representa
O CGIE possui atuação global, refletindo a ampla presença da diáspora italiana em diferentes continentes.
Sua composição busca representar realidades regionais distintas, respeitando as especificidades de cada comunidade.
Atuação global
Europa
Na Europa, o CGIE acompanha questões ligadas à mobilidade, integração e direitos dos cidadãos italianos que vivem em outros países do bloco europeu.
América do Sul
A América do Sul concentra uma das maiores comunidades de descendentes de italianos no mundo.
O Brasil, em especial, ocupa posição central nesse cenário, com milhões de ítalo-descendentes e alta demanda por cidadania italiana.
América do Norte
Na América do Norte, o CGIE atua em pautas relacionadas à integração social, manutenção da língua italiana e cidadania das novas gerações.
Oceania
Na Oceania, especialmente na Austrália, o foco está na preservação do vínculo cultural e no acesso aos direitos dos italianos no exterior.
CGIE, COMITES e consulados
O CGIE atua de forma complementar aos COMITES e à rede consular italiana.
Enquanto os COMITES lidam com demandas locais, o CGIE consolida essas pautas em nível estratégico e institucional.
O CGIE e a cidadania italiana
A cidadania italiana é um dos temas mais relevantes na agenda do CGIE. Isso se deve ao impacto direto que mudanças legais e administrativas podem causar em milhões de descendentes.
Por isso, o órgão acompanha de perto o debate sobre reconhecimento, critérios e organização dos processos.
Por que o CGIE discute cidadania italiana
O CGIE discute cidadania italiana porque o tema envolve direitos históricos, segurança jurídica e coerência do Estado italiano com sua própria trajetória migratória.
Alterações que não envolvem diálogos podem gerar desigualdades entre países e insegurança para requerentes.
Posição do CGIE sobre o ius sanguinis
Defesa do direito por descendência
O CGIE tem se posicionado de forma consistente na defesa do ius sanguinis, princípio que garante a cidadania italiana por descendência.
Esse direito é considerado um elemento estruturante da relação entre a Itália e sua diáspora.
Importância histórica e jurídica
O ius sanguinis está profundamente ligado à história da emigração italiana e ao ordenamento jurídico do país.
Sua preservação garante continuidade e estabilidade ao sistema de cidadania.
Manutenção do vínculo com a diáspora
Para o CGIE, manter o ius sanguinis é essencial para preservar os laços culturais, sociais e econômicos entre a Itália e seus descendentes.
Projetos e propostas do CGIE ligados à cidadania italiana
Nos últimos anos, o CGIE ampliou sua atuação propositiva no debate sobre cidadania italiana.
O foco tem sido a melhoria do sistema, sem eliminar direitos historicamente consolidados.
Propostas recentes apresentadas pelo CGIE
Correção de distorções na nova legislação
O CGIE tem alertado para possíveis distorções decorrentes de mudanças legislativas feitas sem análise do impacto prático sobre a diáspora.
A defesa é por ajustes técnicos e responsáveis.
Melhor organização dos processos
Entre as propostas estão medidas para tornar os processos mais organizados, previsíveis e eficientes.
Isso beneficia tanto o Estado italiano quanto os requerentes.
Redução de desigualdades entre consulados
O CGIE também destaca a necessidade de reduzir desigualdades entre consulados, que hoje aplicam critérios e prazos distintos.
Relação com o debate político atual
Governo italiano e diáspora
O debate sobre cidadania envolve diretamente a relação entre o governo italiano e a diáspora.
O CGIE atua como interlocutor técnico nesse processo.
Dados sobre italianos no exterior
O número de italianos no exterior cresce de forma consistente, reforçando a importância de políticas bem estruturadas.
Importância econômica, cultural e social
A diáspora italiana tem papel relevante na economia, na cultura e na projeção internacional da Itália.
Cidadania italiana continua válida: e o ius sanguinis segue em vigor
| Critério | Cidadania por descendência (ius sanguinis) | Cidadania por matrimônio |
| Base legal | Princípio do ius sanguinis (direito de sangue) | Código Civil Italiano |
| Quem pode solicitar | Descendentes de italianos, sem limite de gerações (salvas exceções legais) | Cônjuges de cidadãos italianos |
| Necessidade de vínculo familiar | Sim, por linha de descendência comprovada | Não, vínculo é o casamento |
| Exigência de casamento | ❌ | ✅ |
| Exigência de idioma italiano | ❌ | ✅ (nível mínimo exigido por lei) |
| Local de solicitação | Consulado, via judicial ou administrativa na Itália | Consulado ou plataforma oficial do governo italiano |
| Prazo médio do processo | Variável, conforme a via escolhida | Em média, de 2 a 4 anos |
| Transmissão aos descendentes | ✅ Sim | ✅ Sim (após o reconhecimento) |
| Principais documentos | Certidões de nascimento, casamento e óbito da linha familiar | Certidão de casamento, documentos pessoais e comprovação de idioma |
| Perfil mais comum | Famílias descendentes de italianos | Casais ítalo-brasileiros |
Importante: cada modalidade possui regras específicas. Avaliar corretamente o perfil é essencial para escolher a via mais adequada.
É fundamental reforçar: o direito à cidadania italiana por descendência continua existindo.
Debates e ajustes administrativos não significam o fim do ius sanguinis. Os diálogos são pautados, principalmente, da gestão do sistema.
Entre os benefícios da cidadania italiana estão:
- Direito de morar, trabalhar e estudar na Itália e na União Europeia
- Acesso ao passaporte europeu
- Possibilidade de transmissão da cidadania aos descendentes
Para a comunidade italiana no Brasil, esse direito representa conexão com a história familiar e novas possibilidades de mobilidade.
Buscar informação qualificada é o primeiro passo para um processo seguro e bem planejado.
O que esperar da cidadania italiana em 2026
O cenário da cidadania italiana em 2026 aponta para ajustes administrativos, e não para a eliminação de direitos.
As discussões atuais estão concentradas na eficiência e na padronização dos procedimentos.
Possíveis ajustes administrativos
Uma das propostas em debate envolve a centralização dos pedidos de cidadania em um único órgão em Roma.
A medida busca aumentar a eficiência, reduzir filas e uniformizar critérios de análise.
Continuidade do reconhecimento por descendência
Mesmo com mudanças administrativas, o reconhecimento por descendência permanece como base do sistema italiano.
Importância do planejamento correto do processo
Diante desse cenário, planejar corretamente o processo de cidadania italiana, bem como entender os critérios para obtenção, se torna ainda mais importante.
Isso inclui análise documental, definição da via adequada e acompanhamento especializado.
Checklist: documentos essenciais para iniciar o processo de cidadania italiana
A documentação pode variar conforme a modalidade (descendência ou matrimônio) e a via escolhida, mas, de forma geral, os principais documentos incluem:
Documentos civis (descendência)
☐ Certidão de nascimento do ascendente italiano
☐ Certidão de casamento do ascendente italiano
☐ Certidões de nascimento, casamento e óbito dos descendentes em linha reta
☐ Certidão negativa de naturalização ou documento equivalente
Documentos pessoais do requerente
☐ Certidão de nascimento
☐ Documento de identidade válido
☐ CPF
☐ Comprovante de residência
Tradução e validação
☐ Tradução juramentada para o italiano
☐ Apostilamento de Haia nas certidões brasileiras
Documentos adicionais (para cidadania por matrimônio)
☐ Certidão de casamento transcrita na Itália
☐ Certificado de proficiência em língua italiana (quando exigido)
☐ Documentos pessoais do cônjuge italiano
Organização do processo
☐ Conferência de nomes, datas e grafias
☐ Análise da via mais adequada (consular, administrativa ou judicial)
☐ Planejamento conforme prazos e exigências atuais
Atenção: a organização correta dos documentos desde o início evita retrabalho, atrasos e indeferimentos.
FAQ: Principais dúvidas sobre cidadania italiana em 2026
O ius sanguinis vai acabar em 2026?
Não há qualquer previsão de extinção do direito à cidadania italiana por descendência. O que existe são debates sobre ajustes administrativos.
O CGIE pode mudar a lei da cidadania italiana?
Não. O CGIE tem função consultiva. Sendo assim, pode emitir pareceres e recomendações, mas não altera leis.
Quem tem direito à cidadania italiana hoje?
Descendentes de italianos têm direito à cidadania italiana, desde que comprovem a linha de descendência conforme as regras vigentes.
A cidadania italiana será mais difícil no futuro?
Podem ocorrer ajustes nos procedimentos, mas isso não significa eliminação do direito. Informação e planejamento seguem essenciais.
O CGIE representa os brasileiros descendentes de italianos?
Sim. Brasileiros descendentes de italianos fazem parte da diáspora italiana e são representados institucionalmente pelo CGIE.
Essa representação ocorre por meio de conselheiros, articulação com COMITES e diálogo direto com o governo italiano.
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