Com uma dívida nacional em crescimento, que subirá para 133,7% do PIB, a Itália faz promessas fiscais à União Europeia para seu próximo orçamento. O problema é que essa promessa não parece ser passível de cumprimento, vez que as finanças públicas do país se veem em deterioração. Veja mais sobre isso no texto que segue.

Como comentamos brevemente aqui no Blog, a Itália estava prestes a receber uma advertência da União Europeia. Em resposta à carta da Comissão que recebera, questionando os motivos de sua enorme dívida ainda estar crescendo, a Itália, por meio de seu ministro da Economia, Giovanni Tria, culpou tanto a recessão econômica quanto as medidas adicionais de austeridade.

Mesmo que os economistas especulem que o déficit econômico italiano chegue a 135,2%, o ministro fala que:

“Quero reiterar que o orçamento para 2020 será compatível com o Pacto de Estabilidade e Crescimento (SGP)”.

AS PROMESSAS FISCAIS À UNIÃO EUROPEIA SÃO UM REFLEXO NEGATIVO DA ECONOMIA GLOBAL

Tria ainda alega que a queda no comércio global que ocorreu no final de 2018 trouxe impactos extremamente negativos à economia italiana. Isso impediu que Roma viesse a cumprir com as exigências da União Europeia de reduzir a dívida.

As medidas econômicas do atual governo, entretanto, são completamente aprovadas pelo ministro. Ainda que as mesmas não estejam surtindo efeito no contexto atual, espera-se que as mesmas venham a alicerçar um futuro financeiro para a Itália muito mais luminoso.

Hoje, a Itália está empenhada em evitar o embate legal com a União Europeia, já que seus atuais índices não estão alinhados com o Pacto de Estabilidade e Crescimento da UE. Para superar seu déficit estrutural e estar condizente com o que é pautado no bloco, será necessário reduzir a dívida em 0,6% do Produto Interno Bruto por ano, até que o país volte a estar em equilíbrio.

ESTARIAM AS REGRAS FISCAIS DA UNIÃO EUROPEIA OBSOLETAS?

 Ainda que em desacordo com as regras da União Europeia, Matteon Salvini, vice primeiro ministro da Itália, um dia antes do recebimento da carta de advertência, classificou as regras fiscais do bloco como obsoletas, e insistiu que a Itália deveria cortar os impostos para impulsionar seu crescimento.

De acordo com o mesmo, seguir as regras fiscais significaria sufocar a economia do já trôpego país. Se a comissão de Bruxelas considerar essa atitude ainda mais problemática frente ao cenário geral, poderá iniciar uma ação disciplinar contra a Itália.

TODOS OS OLHOS VOLTADOS ÀS NOVAS POLÍTICAS ITALIANAS

A tensão no bloco da União Europeia é perceptível, e qualquer passo dado de agora em diante pode não somente definir o sucesso econômico do país como da UE como um todo. Cabe agora aos italianos, quer sejam residentes na Itália, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo, ficar atentos às decisões feitas pelo governo.

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